quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eu queria te transformar em gotas de chuva, para poder correr pela rua enquanto você cai sobre meu rosto num leve formato de beijo molhado.
Eu queria te transformar na brisa mais suave das tardes de inverno, para sempre te sentir arrepiando cada centímetro do meu corpo quando eu menos esperar.
Eu queria te transformar nas altivas estrelas que brilham intensamente quando olho pra cima vendo-as nas noites vazias, para poder também ter seu intenso brilho toda vez que, perdida em meus pensamentos, olhasse pro céu.
Eu queria te transformar no sol, para te ver surgir dentre as mais belas nuvens, te sentir me queimando e te ver indo embora com a certeza de que voltarás, mesmo que seja por entre as nubladas nuvens, sei que estarei, ainda assim, sentindo teu calor.
Queria que tu fosse qualquer manifestação diária para estar comigo em todos os momentos e participar mais ativamente ainda da minha rotina. Isto porque não sei, talvez, que tú já és a tempestade que tranformou cada pedaço de mim, que aperfeiçoou meu sorriso e modelou meu olhar, o vendaval que embaralhou todos os meus planos e qualquer raciocínio lógico que eu já tive algum dia, que me desconcerta toda vez que ameaça surgir por entre toda esta monotonia que eu julgava ser normal.
Já és minha inspiração e meu maior vício, és tudo que realmente têm importância pra mim.
És a influência mais forte, a pessoa mais sincera, o beijo mais proibido, o acerto mais certo, a vontade incontrolável... O maior amor que tenho.

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