"Não me alimento de quases, não me contento com a metade. Não serei sua meio amiga e nem te darei meu quase amor, é tudo ou nada. Não existe meio termo."
Marilyn Monroe
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Esperamos. Das pessoas, das coisas, dos fatos, de nós mesmos. Esperamos tanto tempo, até nos sentirmos cansados; mesmo assim não desistimos de esperar. […] Como se esperar mudasse todo o final, encantasse as verdades mais obscuras e os as realidades mais temidas. Porque você espera, você tem fé e lhe ensinaram que isso é bom. E mesmo sabendo que não é. Que nada do que você esperou aconteceu de fato até agora, você continua com essa mania burra, com essa ideia de que será salvo no último minuto, que de repente sua vida acontecerá como um roteiro aclamado e que você será contemplado com o magnífico prêmio de estar vivo. Como se. Como se toda essa esperança lhe justificasse a vida e a tornasse mais humanamente suportável, sem que se dê conta que ela apenas lhe prepara para a mais alta queda, sem qualquer rede de proteção
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
'As coisas e as pessoas que fazem parte da minha vida vão aos poucos entrando em mim e, depois de algum tempo, já não sei dizer o que é meu e o que é delas. Mesmo assim, bem no fundo, há coisas que são só minhas. E embora me assustem às vezes, é delas que mais gosto. Como essa vontade de acabar com tudo que me dá de vez em quando.'
'E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.'
'Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito.
É muito difícil ficar adulto.'
'Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.'
Rubem Alves
'Você vai aprender, filho, que a intensidade pode roubar você de si mesmo. Que é preciso leveza para se pertencer. Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar. Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos. E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades. Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado. E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo...'
'Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito.
É muito difícil ficar adulto.'
'Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.'
Rubem Alves
'Você vai aprender, filho, que a intensidade pode roubar você de si mesmo. Que é preciso leveza para se pertencer. Você vai aprender a se distrair no meio do caminho – para ter o privilégio de errar. Vai aprender que as descobertas estão nos atalhos. E que é preciso alcançar o escuro denso para estar diante de todas as possibilidades. Você vai aprender a se deitar noite escura e amanhecer ensolarado. E vai entender que na perda mora o verdadeiro começo...'
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
'Guardada em mim mesma. Ali, contando nos dedos minhas miudezas, dando nomes, medindo gestos, buscando maneiras novas de me esconder. Ultimamente é ali dentro que a vida vai, e quase ninguém vê.
Ultimamente eu ando cheia de fé.
Tenho me emocionado com facilidade, também. Tudo tão naturalmente, o tempo todo. Vida, vida.
Fuço distâncias, sem deixar doer. Falo de sentimentos de um jeito muito lento, que é para não precisar repetir. Mas acabo me embolando, como sempre. Volto a ouvir muita bossa e puxo do meu lado doce, meu menor lado, um pouquinho de conforto para deitar na cama onde um pedaço meu derrama angústias.
Dos meus bolsos despencam ternurinhas, enquanto caminho.
E todas essas palavras desconexas que me desviam. Nenhuma surpresa, nenhuma. Um acúmulo em mim, feito de mil e uma misturas.'
Fabricio Carpinejar
Ultimamente eu ando cheia de fé.
Tenho me emocionado com facilidade, também. Tudo tão naturalmente, o tempo todo. Vida, vida.
Fuço distâncias, sem deixar doer. Falo de sentimentos de um jeito muito lento, que é para não precisar repetir. Mas acabo me embolando, como sempre. Volto a ouvir muita bossa e puxo do meu lado doce, meu menor lado, um pouquinho de conforto para deitar na cama onde um pedaço meu derrama angústias.
Dos meus bolsos despencam ternurinhas, enquanto caminho.
E todas essas palavras desconexas que me desviam. Nenhuma surpresa, nenhuma. Um acúmulo em mim, feito de mil e uma misturas.'
Fabricio Carpinejar
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