O sussurrar da voz, junto ao ouvido,
Soa como notas, repercutindo na pele.
Sedenta, desejosa e carente do toque de mãos
Ávidas a percorrer os seus contornos
Amor desejado, paixão incontida.
Respirações que revelam o desejo crescente.
No encontro das bocas, sedentas, a união de almas
Que já não suportam a distancia
E suplicam por momentos de prazer
O calor dos corpos incendeia e atormenta.
Convida à dança que só conhecem os amantes.
Embalada pela música dos gemidos em uníssono,
Transformados em fúria de querer sentir.
Nesse arroubo de puro êxtase,
Aromas e gostos transbordam dos corpos
Cada vez mais desejosos de tornar-se, apenas
Um só, único, em perfeita sintonia
De sentimentos e pensamentos,
Dispensando as palavras.
Nas curvas dos dois o encaixe é perfeito,
Como partes de uma mesma escultura.
Obra prima de um artista atemporal,
Separadas um dia por mãos invisíveis
De deuses invejosos, impiedosamente.
É o reencontro de corpos que desejam
Compor a beleza de um conjunto harmônico.
Rompendo barreiras, derrubando mitos.
Voltando ao seu significado de magia e encanto.
No auge pleno dos sentidos
Um turbilhão de ondas os envolve.
Invade a alma e deixa marcas
Profundas, deliciosas cicatrizes,
Na alma dos dois sobreviventes
De uma tempestade de sentimentos
Que alguém jamais sonhou provar.
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