"Fingir que está tudo bem, os olhos borrados, o canto da boca levemente
mordido na tentativa de matar a vontade que grita, que arde. Fingir que
está tudo bem enquanto o telefone não toca, a vida não gira. Fingir que
está tudo bem, o coração a tilintar feito pequenos cristaizinhos pulando
no chão (...) Desculpe tanta sede, tanta insatisfação. Amanhã, amanhã,
recomeço."
Caio Fernando Abreu
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